segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

36. A escravidão africana no Brasil e no estado de São Paulo

   
Assim como a América, a África, antes do século XV, era habitada por povos de diferentes culturas, com suas próprias experiências históricas e estava dividida em vários reinos ou Estados.
A história deste continente, antes da chegada dos europeus para escravizar seus habitantes e retirar suas riquezas, é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente, ignorados pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. A partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por este continente.
No continente africano, já existia a escravidão, contudo esta se diferenciava da escravidão que os negros iriam enfrentar no seu contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades na Europa, Ásia e América.
Pouco se sabe sobre como se apresentava a escravidão na África antes do século XVI, nas várias estruturas sociais ali existentes. A instituição da escravidão permaneceu em algumas regiões até o século XX, como por exemplo, Serra Leoa, em que foi abolida apenas em 1928, e Etiópia, abolida em 1942.
As relações de poder foram profundamente alteradas quando estes africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre eles.
Com a chegada dos comerciantes europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos, compraram armas de fogo dos europeus e guerreavam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, apesar de não ser este o seu principal objetivo, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros, que passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Em razão do volume de escravos obtidos já neste período, foi criada a Casa dos Escravos, para administrar este lucrativo negócio, e em poucos anos foram comercializados milhares de escravos africanos.
Entre os africanos trazidos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, Moçambique e Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, Nigéria e Daomé (atualmente República do Benin).
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, pois mesmo aos domingos cultivavam pequenas roças para seu próprio sustento. Em razão da péssima alimentação, do excesso de trabalho e dos maus-tratos, o escravo tinha um tempo de vida bastante reduzido. Seu trabalho era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves.

DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores castigando negros. 1835.




DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores castigando negros. 1835. Litografia sobre papel, 32 cm x 23 cm. Pinacoteca, São Paulo.


Entre as várias formas de castigo estava o tronco ou “pau de paciência”, em que os negros eram pendurados pelas canelas em pequenas aberturas existentes entre duas vigas de madeira e ficavam por horas e até dias imobilizados, com fortes dores e formigamentos, além de sofrerem chicotadas dependendo da falta cometida.
No interior paulista, principalmente na região de São Carlos e Campinas, havia um intenso comércio de escravos africanos, uma vez que a economia da região era totalmente agrária com alguma produção de cana e quase totalmente voltada para a subsistência. Nessa época, o negro era a base da produção, sendo o escravo quem trabalhava o campo e produzia o alimento e os lucros para os proprietários das terras.
Por volta de 1850, quando a expansão do café trouxe para a região um grande desenvolvimento econômico, São Carlos tornou-se um forte núcleo comprador de escravos, pois o tráfico da África havia sido proibido e os escravos vinham principalmente de estados nordestinos e de Minas Gerais, onde a economia estava em crise.
O café era então a riqueza fundamental da região, sendo a produção essencialmente destinada ao mercado externo.
O escravo normalmente tinha uma matrícula, que era um documento de registro de propriedade usado no comércio de mulheres na condição de escravos.
Este documento mostrava que os escravos tinham somente o nome de batismo, e eram registrados com o nome da mãe, havendo muitas vezes repetição de nomes, falhas de registro, entre outros descuidos, o que dificulta muito o estudo e o levantamento mais preciso sobre a vida dessas pessoas desde a sua origem até os destinos para onde eram vendidos.
Em 1870, a produção de café na província de São Paulo correspondia a 16% da produção nacional; em 1885, São Paulo já produzia 40% do café brasileiro. Esse fato se refletia na valorização das terras produtivas e da mão de obra escrava. O escravo alcançou um alto preço e nos inventários registrados na cidade de São Carlos chegavam a ser 66% do patrimônio dos seus proprietários.
Além da produção cafeeira, os escravos eram utilizados na produção de milho em todas as regiões de São Paulo. O cultivo do milho era fácil, rápido e exigia investimentos menores. À medida que a economia expandiu-se, a produção total do milho foi crescendo, pois até mesmo as grandes fazendas, com muitos escravos, produziam milho ao menos para subsistência de seus trabalhadores e do gado.
Deste modo, apesar do maior emprego de mão de obra escrava ter sido na produção cafeeira, o setor produtor de alimentos da região era muito desenvolvido e utilizou amplamente a mão de obra escrava.



       


        



   



   



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